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Acalmar a ansiedade

É muito frequente ouvir pessoas a dizer: “Estou ansioso por causa disto ou daquilo”; “estou a sentir muita ansiedade”. A ansiedade é um tema que toca a maior parte das pessoas, pois todos nós experienciamos ansiedade em maior ou menor grau em determinados momentos da nossa vida.

O que é a ansiedade?

A ansiedade está relacionada com o futuro, com uma preocupação acerca do futuro que não sabemos como vai acontecer e que talvez não seja como desejado. Essa preocupação – ou melhor dizendo pré-ocupação – acontece porque estamos a ocupar-nos antes do tempo com possíveis resultados que não são bons para nós e com a possibilidade das coisas correrem mal. A ansiedade resulta de uma atividade mental que está sempre a acontecer, consciente ou inconscientemente – através de crenças e das histórias que nos contamos – e que cria impactos fortes no sistema humano, gerando manifestações físicas e estados emocionais incapacitantes.

Exemplo:

  • Estou ansioso porque vou receber os resultados dos exames médicos que fiz e ainda vou ficar a saber que tenho uma doença.
  • Estou ansioso porque se calhar as pessoas vão criticar o que eu tenho para partilhar.
  • Estou ansioso porque o meu chefe vai rejeitar o meu pedido.
  • Estou ansioso porque o meu filho pode cair pelas escadas abaixo.

Exemplo de manifestações físicas:

Dificuldade em respirar, palpitações no coração, dor de cabeça, falta de apetite, tremores, dor de barriga ou diarreia, dificuldade ou incapacidade em relaxar ou dormir, tensão muscular, etc.

E sempre que concebemos uma possibilidade negativa, começamos logo a especular sobre o que faremos se:

  • eu for diagnosticado com uma doença;
  • as pessoas criticarem a minha opinião;
  • o meu chefe disser não;
  • o meu filho cair pelas escadas abaixo;

criando todo o tipo de cenários na nossa cabeça em resposta a isso.

Por vezes, quando a especulação se torna realidade, observamos que tínhamos imaginado aquela situação muito pior do que efetivamente aconteceu. O facto de nos preocuparmos com alguma coisa, em princípio, não tem nenhuma relação direta com o facto dessa coisa acontecer ou não. A coisa não acontece só porque estávamos preocupados com ela.

Exemplo:

Eu posso ficar ansioso com o facto do meu filho poder cair pelas escadas abaixo e ele efetivamente chegar a cair. No entanto, isso não tem relação direta e todas as vezes que eu pensei nisso e não aconteceu, eu estive a alimentar o meu sofrimento.

De onde vem a ansiedade?

Podemos falar em dois tipos de ansiedade.

Um em que conseguimos facilmente identificar o que está a acontecer do ponto de vista mental, isto é, sabemos qual é a razão da nossa ansiedade:

Exemplo:

  • “Estou ansioso por causa da situação X ou da pessoa Y”.
  • “Estou ansioso porque estou quase a ir de férias e não sei se tenho dinheiro suficiente para as férias”.
  • “Estou ansioso porque tenho de acabar um projeto ou um relatório”.

Muitas vezes, a ansiedade está ligada à nossa preocupação com o julgamento dos outros, o que vão achar ou dizer sobre nós, como vão reagir àquilo que dizemos e fazemos. Muitas das histórias que nos contamos são sobre a forma como os outros nos vão avaliar mesmo que grande parte dessas histórias não tenham sequer uma base lógica.

Outro tipo de ansiedade, é quando sentimos ansiedade mas não sabemos qual a razão.

Exemplo:

“Estou ansioso e não sei porquê.”

No que diz respeito a esta ansiedade mais geral, a própria natureza da experiência humana é uma natureza que conduz a estados de ansiedade devido à total falta de controlo. Percebemos que a nossa experiência é, de facto, misteriosa: nós nascemos, não sabemos muito bem qual é o propósito da nossa experiência, o que estamos cá a fazer, sabemos que vamos morrer mas não sabemos como nem quando, sabemos que as pessoas que nós gostamos um dia vão morrer também…

Nos nossos dias, existe também uma ansiedade que vem da ideia do propósito, do legado que queremos deixar. Para muita gente, não saber como deixar a sua marca causa muita ansiedade durante a sua vida.

Há igualmente pessoas que se identificam com este processo de ansiedade levando-o para o nível da identidade afirmando: “eu sou ansioso/a” e utilizando a ansiedade como uma limitação e condicionamento. Sabendo que nós não experienciamos a ansiedade com a mesma intensidade e que estar muito ansioso não é uma experiência agradável, até que ponto, por vezes, ela é utilizada como uma desculpa?

Exemplo:

“Não consigo fazer isso porque sou uma pessoa muito ansiosa.”

Em que situações a preocupação pode ser positiva?

A intensidade da ansiedade depende mais da forma como nos relacionamos com uma determinada preocupação. Há uma grande diferença entre “preocupar e gerar ansiedade” OU “preocupar e tomar decisões que fazem coisas acontecer”.

A preocupação pode ser consciente e eficiente para assegurar o nosso bem-estar e os nossos processos mentais podem ajudar-nos a descobrir coisas que são importantes e a prepararmo-nos para a eventualidade de coisas que nós não queremos que aconteçam.

Exemplos:

  • Se eu for despedido, eu vou precisar fazer contas. Se calhar, podia ter dinheiro de lado para estar mais à vontade no caso de vir a ser despedido. E começo a ver novas formas de gerir o meu dinheiro, de fazer poupanças, etc.
  • Vou fazer uma palestra e penso: “E se as pessoas não gostarem desta parte da palestra? Se calhar, eu posso preparar melhor a palestra, posso pedir ajuda a alguém, posso falar com um colega para perceber como ele reagiria se eu dissesse isto, etc.” E começo de forma consciente a utilizar a preocupação a meu favor para aumentar a probabilidade das coisas correrem como eu gostaria.

No entanto, o que muitas vezes acontece é que não chegamos a fazer nada de prático, ficamos só ligados à uma história que vai crescendo em nós. Começamos a acreditar nos nossos pensamentos.

Exemplo:
Se eu pensar que o meu chefe não gosta de mim é porque ele não deve mesmo gostar de mim.

Se eu pensar que há algo de errado com a minha saúde é porque devo ter mesmo um problema de saúde.

E vamos alimentando esses pensamentos que influenciam o nosso estado emocional que, por sua vez, influencia a forma como vemos e encaramos a realidade.

Exemplo:

Se os meus pensamentos levam a sentir-me deprimido, a realidade torna-se deprimente pelo que vou encarar o que está a acontecer à luz desse estado.

Se pelo contrário, os meus pensamentos levam a sentir-me otimista, a minha realidade tornar-se também ela mais otimista e encaro o que está a acontecer à luz desse otimismo.

O que fazer para acalmar a ansiedade?

“A nossa experiência humana acontece, sempre, no presente.”

Pedro Vieira em “Insight – A semente da mudança
  1. Para evitar uma atividade mental pouco interessante, podes colocar o foco no momento presente, no “aqui e agora”, onde não existe ansiedade. Para tal, podes colocar a atenção na tua respiração (enquanto inspiras e expiras) ou na informação que é captada pelos teus sentidos, observando apenas o que vês, ouves e sentes.
  2. Dedica algum tempo a atividades que te proporcionem prazer e bem-estar (ler um livro, escrever, desenhar, pintar, meditar, praticar exercício físico, ouvir música, etc.).
  3. Pergunta-te: Por cada 100 preocupações que tiveste no passado e que geraram em ti ansiedade (com a saúde, finanças, relacionamentos, família, trabalho, etc.), quantas é que depois aconteceram mesmo? E como aconteceram? E de que forma foram tão danosas para ti quanto o que tinhas imaginado?
  4. Oferece espaço e permissão para a ansiedade existir. Em vez de te quereres livrar dela a todo o custo, reconhece-a e aceita-a, acolhendo-a sem julgamentos e sem alimentá-la. Quando acolhemos a ansiedade, ela começa a desvanecer e a perder a sua força. Pelo contrário, quando nós resistimos a oferecer esse espaço, ela volta com mais força, o que nos leva a ficarmos ansiosos por estarmos ansiosos.
  5. Utiliza a preocupação de uma forma positiva e eficiente pensando algo como: “Que curioso, agora estou a ficar mais ansioso.” E depois questiona-te: “O que estava a pensar que gerou esta ansiedade? O que posso aprender com esta preocupação? Há algo que eu possa fazer?” Se não houver, simplesmente deixa ir a preocupação.
  6. Por trás da ideia da preocupação está a crença de que se nós nos preocuparmos o suficiente, ganhamos controlo sobre uma determinada situação. No entanto, isso não acontece, não conseguimos controlar efetivamente uma situação. E quando percebes que não há nada ou muito pouco para controlar – há apenas algumas coisas que podes influenciar – podes começar a relaxar e assim diminuir a ansiedade.  
  7. Nós humanos, não fomos feitos para a auto-regulação e sim para a co-regulação, por isso, não precisamos lidar com a ansiedade sozinhos. A co-regulação pode acontecer de várias formas. Podes, por exemplo, abraçar durante 20 segundos alguém que não está ansioso. Podes até comunicar isso a outra pessoa para ela te ajudar quando te sentires ansioso: “Quando estou mais ansioso, aquilo que é mais benéfico para mim é dares-me espaço, dares-me um abraço, dar um passeio comigo, etc.”
  8. Coloca a intenção de viver a tua vida com mais leveza. As pessoas que conseguem viver com leveza não lidam com processos mentais paralisantes. E essa leveza pode ser, por exemplo, através da tua capacidade de te rires das coisas que acontecem, de não te levares demasiado a sério, de pensares que daqui a 5, 10, 30 anos isso já não terá relevância nenhuma e poderá tornar-se até cómico que possas estar a viver com intensidade emocional negativa uma coisa que é, na verdade, irrelevante… mesmo que agora pareça ser a coisa mais importante do mundo.

Para encontrares mais formas de lidar com a ansiedade, nada melhor do que seres tu a criar as tuas próprias estratégias através da Neuro Estratégia, uma abordagem criada por Pedro Vieira (www.pedrovieira.net) que te permite beneficiar das técnicas e estratégias de Coaching, PNL, Mindfulness, Hipnose, Modelos Mentais, entre outras.

Aprender a dizer “não”

Como seria a tua vida se dissesses “não” quando queres dizer “não”?

Aprender a dizer “não” sem culpa e com consciência tranquila é um dos passos de desenvolvimento pessoal que mais pessoas procuram.

Há poucos condicionamentos que afetam mais profundamente a nossa vida do que aquele que muitos de nós temos instalado: o de dizer “sim” aos outros mesmo quando isso significa dizer “não” a nós mesmos.

Exemplo:

  • Um colega de trabalho pediu-me para trocar de turno com ele só que eu já tinha combinado uma atividade com o meu filho e mesmo assim digo “sim” ao colega.
  • Um amigo pediu-me um favor de última hora mas eu estava prestes a chegar a casa para poder finalmente descansar um pouco e mesmo assim digo-lhe que vou ter com ele.
  • O meu companheiro atrasou-se na reunião de trabalho quando deveria estar com os nossos filhos para eu poder atender a um compromisso e mesmo assim eu acabo por, mais uma vez, adiar o meu compromisso.

Quando estamos num contexto onde nos sentimos pouco livres, começamos muitas vezes a alimentar a ilusão de que aquilo que nos prende é o contexto em si, são os outros. Pode ser no âmbito da família, das relações amorosas, dos relacionamentos sociais ou profissionais. A sensação de não ser livre é muitas vezes acompanhada da ideia de que aquilo que nos prende está fora de nós. Ora, na realidade, a única coisa que nos pode prender é a teia de pensamentos e as regras internas que instituímos e alimentamos.

Por que razão é tão difícil dizer “não”?

Os bebés e as crianças pequenas sabem facilmente dizer “não” e mostrar os seus limites, mas depois, em prol da educação, nós adultos – que fomos sujeitos à mesma programação em criança – condicionamos a escolha dos nossos filhos através da repreensão em vez da orientação. Punimos o “não” em vez de os ajudarmos a mostrarem os seus limites de forma respeitadora e saudável e também de forma assertiva e firme.

Enquanto pais, ensinamos às crianças que é mais importante satisfazer o desejo do outro do que respeitar a sua própria vontade e integridade numa determinada situação. Muitas crianças aprendem a ter medo de dizer “não” porque são castigadas, levam palmadas, são ameaçadas, são forçadas. Muitas vezes, as crianças são até premiadas quando dizem “sim” ao outro e “não” a si próprias, ou seja quando obedecem, desrespeitando, muitas vezes, a sua própria integridade por causa de uma recompensa: para receber amor dos pais, para receber uma prenda, etc.

Isso é, em si, uma programação muito forte que acontece na nossa infância e que na adolescência e na idade adulta se traduz por nós não conseguirmos dizer “não” por medo de sermos rejeitados, por medo de não sermos aceites pelo outro, etc. Por vezes dizemos “não” e sentimos culpa, arrependimento, preocupação ou medo com a reação do outro. Há, por vezes, como que uma programação que se baseia em quem é o mais forte, em quem tem mais poder (seja pela idade, pelo género, pela hierarquia, pela posição financeira, pelas crenças que nos transmitiram, etc.)

Exemplo:

Muitas pessoas são infelizes no local de trabalho. Por vezes, não querem ser tratadas de uma determinada forma, são vítimas de bullying por parte das chefias e, apesar de sentirem que a sua integridade está a ser violada quando são tratadas com desrespeito – com palavras fortes, com linguagem agressiva, quando lhes são dadas tarefas que só podem ser completadas à custa do tempo pessoal ou do tempo da família – acabam por dizer “sim” devido a uma programação muito forte dentro delas que as impede de simplesmente dizer “NÃO”. Optam pela submissão com a ideia que é assim é mais seguro (fisicamente, emocionalmente, financeiramente, etc.), assim são boas pessoas, etc.

Quando isso acontece, a ideia de que não somos suficientes é ainda mais reforçada pois achamos que uma pessoa suficiente, no nosso lugar, teria se defendido e conseguido dizer “não”. E nós, por que é que não conseguimos?

Às vezes é difícil percebermos que não conseguimos simplesmente porque recebemos esta programação em criança, que depois foi reforçada ao longo da nossa vida.

O que ganhamos em dizer “não”?

Talvez começássemos a viver em vez de sobreviver, mostrando quem somos; estabelecendo os nossos limites; dizendo “não” quando fosse para dizer “não”; manifestando-nos quando sentíssemos que não estávamos a ser respeitados; pedindo esclarecimentos quando não entendêssemos as coisas; dando a nossa opinião e contribuindo com alternativas; fazendo ouvir a nossa voz. Quem sabe se, assim, não voltássemos a sentirmo-nos bem connosco mesmos, com os outros e com a vida? Quem sabe se não voltássemos a entusiasmarmo-nos com as várias possibilidades que temos à nossa disposição?

Com o “não” vem a afirmação dos nossos limites. Quando respeitamos e defendemos a nossa integridade, estamos a mostrar quem nós somos e quais são os nossos limites pessoais de forma a:

  • Sermos capazes de dizer “não” sem culpa e com a consciência tranquila.
  • Aprender a dizer “não” para dizer “sim” à vida familiar, ao descanso, às necessidades pessoais, aos nossos sonhos e objetivos, etc.
  • Sentirmo-nos bem connosco mesmos, com os outros e com a vida.

“Aprende a ouvir os nãos de toda a gente, incluindo os teus. Aprende a dizer não.”

Pedro Vieira

Algumas dicas práticas:

  1. Lembra-te que…

que quando dizes “sim” ao outro, podes estar a dizer “não” a ti mesmo. 

2. Ensina os teus filhos…

a estabelecer os seus “nãos” de forma saudável e a respeitar os “nãos” dos outros.

3. Liga-te ao momento presente.

Quando dizes “não”, não significa que estás a rejeitar algo para sempre, pode ser apenas referente a um determinado contexto ou momento. Não quer dizer que nunca será “não”.

Exemplo:
“Agora não quero fazer esta escolha.” Mas se calhar amanhã ou daqui a uma semana podes querer.

Neste caso, podes optar por dizer: “agora não” de forma a respeitar as necessidades que estás a sentir neste momento.

Exemplo:

Relativamente ao amigo que pede um favor de última hora, posso dizer por exemplo: “Agora não posso ajudar-te, o que achas de ir ter contigo amanhã e resolvemos isso juntos?”

4. Identifica o que queres.

Quando dizes “não” a alguma coisa, às vezes pode ser interessante investigares internamente o que é que queres em vez disso para não ficares tão focado na negativa e focares-te positivamente naquilo que queres.

Há muitos momentos em que o nosso “não” pode ser interpretado pelo outro como uma rejeição, ativando nele as suas próprias insuficiências e inseguranças. Nesses casos, podemos apresentar uma alternativa, o que queremos.

Exemplo:
Quando alguém me diz: “Queres vir dar um passeio comigo?” Em vez de dizer só “não”, eu posso dar uma alternativa do que eu quero: “Hoje não, prefiro ficar a ver televisão. Queres juntar-te a mim?”.

Nota: Claro que em algumas situações é muito importante tornar a comunicação bem clara dizendo apenas: “Não”, “basta”.

Curiosidade:

Quando eu digo: “não quero algo”, para eu conseguir entender o significado da minha própria comunicação, eu obrigo-me a aceder internamente ao conceito daquilo que eu não quero.

Exemplo:

Se eu disser: “não quero ter dívidas.” Para eu entender isto, o meu sistema vai buscar uma memória, uma imagem daquilo que para mim é uma dívida. Muitas vezes, isso não é um processo saudável porque não é isso que eu quero. O que eu quero é ter abundância financeira. Da mesma forma quando digo: “não quero ter dívidas”, a seguir eu posso começar a ficar preocupado. No entanto, se eu disser: “quero ter abundância financeira” é mais fácil eu construir um plano de ação tendo por base o que eu posso fazer para ter abundância financeira.

Só que às vezes eu quero mesmo ativar aquilo que eu não quero.

Exemplo:

Se eu digo: “eu não quero que abusem de mim”. Eu quero mesmo sentir o que é ser abusado para dar mais força a isso e saber melhor me defender a seguir.

Resumindo, é fundamental falares do que queres em vez de te limitar ao que não queres e existem também algumas situações onde é importante falares daquilo que não queres para clarificar o que está mesmo a acontecer, para entenderes melhor qual é o ponto de partida e até para perceberes melhor as consequências de ir por esse caminho. Tendo isso bem claro e sabendo então o que não queres, torna-se mais fácil fazer a transição para aquilo que queres e caminhar nessa direção.

5. Explora melhor os teus “nãos”

Explora os teus “nãos” e os “sims” que dizes quando na verdade queres dizer “não”. Ou os “nãos” que dizes embora quisesses dizer “sim”. Podes olhar para as várias oportunidades e possibilidades e conseguir assim em consciência entender o que é mais ecológico para ti, o que é que te permite sentir realmente melhor contigo e com quem tu és para te tornares cada vez melhor a discernir quando é para dizer “sim” e quando é para dizer “não”.

Aqui vão algumas perguntas que te podem ajudar:

  • Que “sims” é que dizes aos outros (na tua vida; no teu dia-a-dia; neste momento) que significam “nãos” para ti?
  • Que “nãos” é que precisas dizer? (relativamente a hábitos que tens, a pessoas, a pedidos, a situações, a crenças, a preconceitos, etc.)
  • Em que é que acreditas, nesta situação, que te impede de dizer “não”?
  • O que podes aprender ao dizer “não”?
  • O que te impede, dentro de ti, de agir de acordo com quem realmente és e o que realmente queres?
  • Se tu conseguisses dizer “não” sem culpa, o que é que mudava na tua vida?

E se depois de identificares os teus “nãos”, te questionares…

 “E agora como faço isto?”; ”porque é tão difícil para mim dizer não?”; “como posso dizer não sem ser de forma agressiva?”; “como posso aprender a mostrar os meus limites de uma forma ecológica e saudável ?”


… então aprender mais sobre Neuro Estratégia pode ser o caminho a seguir. Esta é uma abordagem criada por Pedro Vieira (www.pedrovieira.net) que te permite beneficiar das técnicas e estratégias de Coaching, PNL, Mindfulness, Hipnose, Modelos Mentais, entre outras, para criares as tuas próprias estratégias para aprenderes a dizer “não” sem culpa e com a consciência tranquila.

O que é a NEURO ESTRATÉGIA?

“A Neuro Estratégia é antes de mais uma abordagem que te permite pensar melhor, porque se pensares melhor, vais conseguir resolver os teus problemas.”

Quantas vezes deste por ti a pensar que gostarias de ser mais confiante ou mais paciente em certas situações? Ou que gostarias de ter uma melhor relação com os teus filhos? Ou talvez queiras ganhar mais dinheiro ou ultrapassar alguns medos ou limitações que te estão a prejudicar no trabalho? Talvez até queiras perder peso e neste momento não estás a conseguir?

Muitas vezes, queremos fazer mudanças na nossa vida, queremos resolver problemas, queremos mudar o nosso próprio comportamento ou o comportamento de outras pessoas e os resultados que estamos a obter mas, para a maioria de nós, essa mudança acaba por ser difícil de conseguir ou continuamente adiada.

Então, o que fazer?

Primeiro, é importante entenderes que a mudança é muito mais inconsciente do que consciente e está muito mais assente em mecanismos inconscientes.

Segundo, será interessante perceberes que, no fundo, o que te falta é um conjunto de estratégias que te permitam utilizar os teus recursos internos para ultrapassares os teus desafios e fazeres as mudanças que precisas.

Por último, lembra-te que a mudança acontece quando ela se torna automática, isto é, quando já não precisas de fazer nada para que ela aconteça pois ela passa a ser promovida ao nível do inconsciente.

“Em Neuro Estratégia, estamos em busca de criar mudanças que sejam mais duradouras e que também sejam mais fáceis e mais eficientes.”

Porquê a Neuro Estratégia?

Desde que o Pedro Vieira começou a interessar-se por Desenvolvimento Pessoal, ele foi-se apercebendo que existia uma estrutura comum a todas as áreas que atraiam o seu interesse, como por exemplo, a Programação Neuro Linguística, a Hipnose, o Coaching, o Mindfulness e tantas outras abordagens.

Todas elas usam, de alguma maneira, o sistema nervoso de forma intencional para gerar certos resultados através de um conjunto de operações – ou estratégias.

Essas áreas têm em comum o seguinte:

  1. Identificação clara do problema a ser resolvido; o que queremos melhorar, o que queremos ultrapassar ou resolver.
  2. Identificação do conjunto de recursos à disposição e o enquadramento dentro do qual nós vamos procurar implementar as soluções.
  3. Criação de um plano que, com base no enquadramento identificado, propõe um conjunto de tarefas que nós vamos desempenhar na prática para ultrapassar o problema inicial.

No caso do ser humano, falamos nos recursos internos (físicos, emocionais e mentais) que temos à nossa disposição para ultrapassar os nossos problemas. Por isso, a Neuro Estratégia consiste em identificar o problema, em identificar os recursos que estão à nossa disposição e a linguagem que nos permite aceder a esses mesmos recursos para gerarmos uma solução que vamos implementar na prática para resolver o nosso problema.

Na verdade, todos nós já somos Neuro Estrategas pois, na nossa vida, estamos continuamente a fazer isso. Lidamos com problemas e usamos certos recursos para encontrar soluções, só que às vezes esses recursos não são suficientes para ultrapassar os nossos problemas ou então utilizamos estratégias que não são muito eficientes e não nos permitem obter o resultado que queremos: nos negócios, nos relacionamentos, no desporto, na gestão de empresas, na saúde, na educação, etc.

✍️ Exemplo:

Preciso fazer uma apresentação para a direção da empresa onde trabalho e a minha estratégia é chegar mais cedo trinta minutos para me preparar devidamente e assim sentir-me mais confiante. No entanto, o que acontece é que nesses trinta minutos, passo o meu tempo a pensar em tudo o que pode correr mal e começo a sentir-me cada vez mais ansioso e inseguro.

Em que situações posso usar a Neuro Estratégia?

A Neuro Estratégia é aplicável em todas as áreas da atividade humana pois todas as atividades humanas partem da nossa neurologia, da utilização dos nossos recursos de uma determinada forma para gerar um determinado resultado.

Ao permitir-nos organizar os nossos recursos físicos, emocionais e mentais de uma determinada maneira – mudando a forma como pensamos, a forma como agimos e também a forma como nos sentimos – a Neuro Estratégia ajuda-nos a ultrapassarmos os nossos desafios e encontrarmos excelentes estratégias para:

  • Sentir mais confiança e determinação
  • Aumentar a motivação
  • Ser mais criativo e inovador
  • Falar em público
  • Melhorar a memória e a concentração
  • Aumentar a tranquilidade e a paciência
  • Desenvolver o foco e a atenção
  • Deixar de procrastinar
  • Aceder à empatia e à conexão
  • Ultrapassar medos e receios
  • Adquirir novos hábitos (como a prática regular de exercício físico ou deixar de fumar)
  • Comunicar de forma inspiradora e envolvente
  • Melhorar relações românticas e sociais
  • Construir alinhamento interior
  • Viver sonhos e realizar aspirações
  • Gerar mais vendas no local de trabalho
  • Perder peso
  • Ser mais positivo ou flexível
  • Proteger-se de pessoas tóxicas
  • Aumentar a capacidade de negociação e influência em determinados contextos
  • E muito mais…

O que diferencia a Neuro Estratégia de outras abordagens?

Como já percebeste, recorrendo a princípios, técnicas e estratégias de Coaching, PNL, Mindfulness, Hipnose, Modelos Mentais e tantas outras abordagens, a Neuro Estratégia é a disciplina de desenvolvimento pessoal mais abrangente e prática.

Além disso, e através do conhecimento dos fundamentos da Neuro Estratégia e do domínio da linguagem para aceder aos recursos necessários, a Neuro Estratégia permite-nos criar as nossas próprias estratégias para lidarmos com os nossos problemas e para obtermos os resultados pretendidos. Ela permite-nos entender como é feita a reorganização dos recursos, a razão pela qual uma estratégia é desenhada ou qual a melhor estratégia a seguir, e por isso, permite-nos tornarmo-nos autónomos para nós próprios desenharmos as nossas próprias neuro estratégias quando lidamos com um problema ou quando queremos obter um determinado resultado.

Por que razão isso é importante?

Simplesmente, porque não existe uma só estratégia que funcione para todos da mesma forma. Com base num dos princípios fundamentais da Neuro Estratégia – o princípio da subjetividade do sistema humano – entendemos que cada sistema humano é diferente, cada sistema humano tem uma arquitetura única. Nós temos muitas coisas em comum e temos muitas outras que nos diferenciam, por isso é que, duas pessoas numa mesma situação que usem uma mesma estratégia podem ter resultados muito diferentes.

✍️ Exemplo:

Quero ter mais paciência quando o meu filho está a fazer uma birra.

Para uns focar na respiração pode ser uma excelente estratégia enquanto que para outros isso pode servir apenas para intensificar a falta de paciência.

Nada melhor, por isso, que seres tu a entenderes os mecanismos da Neuro Estratégia para usares a estratégia que vai efetivamente permitir-te obter o resultado que queres!

Vamos mais a fundo…

A Neuro Estratégia explora 3 respostas do sistema humano:

  1. Resposta interna inconsciente (resposta automática)
  2. Resposta interna consciente (reflexão)
  3. Resposta externa (comportamento: quando faço ou digo alguma coisa em resposta a algo que está a acontecer, como por exemplo, quando alguém levanta a voz ou quando apanhamos trânsito de manhã, etc.)

Muitas vezes, focamo-nos em alterar a resposta externa, isto é, o comportamento.

✍️ Exemplo:

  • Quero estar mais calmo quando o meu filho faz uma birra.
  • Quero manter a motivação mesmo quando o trabalho não corre como gostaria.
  • Quero ser altamente produtivo mesmo quando tenho sensações de cansaço.

Só que a resposta externa acontece como resultado de outros processos que antecedem essa resposta, ela é o resultado de outras respostas que acontecem internamente. Podemos assim dizer que a nossa resposta externa depende das nossas respostas internas.

A nossa primeira resposta é interna, inconsciente e automática. Ela acontece muito rapidamente e normalmente só conseguimos observá-la quando ela já está a acontecer.

✍️. Exemplo:

  • Ouço um som e viro a cabeça.
  • O meu filho grita e dou um salto.
  • Tenho uma sensação interna de fome e olho para o frigorífico.

É por isso que, na maior parte das vezes, as mudanças são tão difíceis. Aquilo que nós queremos mudar resulta de um conjunto de processos inconscientes que nós não conseguimos observar, quanto menos mudá-los… a não ser, claro, que estudemos Neuro Estratégia! 

A segunda resposta é interna e consciente e pode ou não acontecer. Muitas pessoas quase não têm essa segunda resposta interna pois ela acontece apenas quando começamos a refletir sobre a nossa primeira resposta.

✍️. Exemplo:

Ouço o meu filho a chorar e a minha resposta automática é levantar-me e correr na direção dele para o ajudar. No entanto, eu posso ter depois uma resposta consciente em que começo a observar o que está a acontecer. Posso pensar algo como: “O meu filho está a chorar porque está a lidar com um desafio mas deixa esperar uns segundos, se calhar é bom para ele lidar com isto, deixa-me observar e ver o que acontece”.

Neste caso, há um processo que continua a ser interno, é uma reflexão que interrompeu a resposta automática e que, em conjunto com a resposta automática, vai produzir uma resposta externa diferente. A resposta externa é então o resultado da interação entre a resposta automática e a resposta de reflexão.

✍️. Exemplo:

Alguém falou e quando eu ouvi a voz, a minha resposta automática foi sentir desprezo, mas depois houve um momento de reflexão onde posso ter pensado algo como: “calma, essa pessoa é o meu chefe e vou falar com ele como se gostasse muito dele”.

“Se eu não tiver nenhum espaço de reflexão, todas as minhas respostas automáticas se transformam no meu comportamento”.

No entanto, nós podemos criar um espaço de reflexão e mesmo assim não refletir da melhor forma. Nós podemos estar a pensar só que a nossa reflexão, em vez de nos ajudar a ter uma resposta externa que seja mais interessante para nós e para os outros, pode tornar as coisas ainda mais intensas ou até mesmo piorá-las.

Voltando ao exemplo anterior:

Eu posso pensar algo como: “Eu não gosto do meu chefe porque ele fez-me isto; ele está a querer atacar; é sempre a mesma coisa, ele não me respeita; etc”.

Eu estou a refletir mas essa reflexão não é eficiente e vai influenciar o meu comportamento que por sua vez vai gerar um resultado que poderá não ser aquele que eu quero realmente gerar.

Quem pode beneficiar da Neuro Estratégia?

Literalmente toda a gente!

Tanto quem não tem conhecimentos na área do desenvolvimento pessoal, visto ela ser muito prática e de fácil implementação, como quem tem muito conhecimento na área do desenvolvimento pessoal (que já estudou PNL, tem muitas práticas de mindfulness, hipnose, etc.).

Ao tornares-te um Neuro Estratega, beneficias dos resultados práticos das ferramentas de PNL, Hipnose e outras áreas do conhecimento com um enquadramento teórico adequado e uma orientação prática para a resolução dos teus problemas atuais em todas as áreas de atividade, tais como: parentalidade, ensino, gestão, relacionamentos pessoais, coaching, terapia, liderança, vendas, marketing, desporto e tantas outras!

Queres ser um Neuro Estratega de sucesso?

Queres entender melhor o funcionamento do sistema humano (de forma prática e dinâmica) e aprender/construir estratégias poderosas para alterares as tuas respostas automáticas, as tuas rotinas mentais, os teus hábitos comportamentais, as tuas reações emocionais e teres modelos de reflexão mental mais eficientes?

Então junta-te a nós na Certificação em Neuro Estratégia.

Se preferires, podes começar por assistir à nossa aula aberta ou fazer o Curso Online Fundamentos da Neuro Estratégia.

Numa fase mais avançada, poderás também fazer a Certificação de Master em Neuro Estratégia (que é aberta a quem já fez a Certificação em Neuro Estratégia ou a antiga Certificação de Practitioner em PNL).

“Os nossos resultados dependem, pelo menos em parte, daquilo que nós fazemos, das nossas ações e dos nossos comportamentos.”

NOTA: Pode consultar a AGENDA 2022 da LIFE Training AQUI

Método LASEr

Método criado e desenvolvido pelo Pedro Vieira, Neuro Estratega, Coach & Master Trainer da LIFE Training

Podes ler o que o Pedro tem a dizer sobre o “método das cores” como é tantas vezes mencionado por quem o aprende e descobre.

Pedro, como nasceu este método?
Bem, eu tinha estudado vários modelos de análise de comportamento e de estilos de comunicação e estava muito interessado em ter um à minha disposição que cumprisse vários preceitos: simples e intuitivo ao ponto de poder ser ensinado a crianças ou através de jogos pedagógicas, que pudesse ser aprofundado e servisse de linha orientadora para processos de desenvolvimento pessoal e, finalmente, que criasse possibilidades de expansão em lugar de fechar em rótulos.

O método foi sempre assim ou teve desenvolvimentos?
A partir do momento em que, em 2009, me decidi pelos metaprogramas de base do método (ver apresentação), fui cruzando com outros conteúdos de desenvolvimento pessoal e restando várias representações gráficas. Ao fim de 3 anos já tínhamos algo muito parecido com a método atual.

Quais as vantagens de usar um método como este?
Preservando a nossa individualidade e características únicas, podemos colocar padrões de desenvolvimento pessoal ao nosso dispor. Este método pressupõe a existência de quatro energias (ou estratégias comportamentais) ao nosso dispor e que, com um correto desenvolvimento, nos permitem viver uma vida mais saudável e preenchida.

Como se estuda o método?
Entender o Modelo que serve de base ao método é simples e rápido, basta navegar por este site e explorar as apresentações. Agora, a parte mais interessante é a efetiva vivência do Método. Daí se ter tornado tão relevante a experiência de aprender o Método em eventos ao vivo, liderados por mim ou por Trainers oficiais de Método. Criamos uma forma de ensino que é desenhada para permitir absorver o método a vários níveis e que, entre coisas, é muito dinâmica e divertida.

Depois de tantos anos, já sabes tudo sobre o método?
De forma alguma! Este método é tão flexível que é aplicável a qualquer contexto, pelo que estamos sempre a aprender conforme vamos criando novas aplicações. Para apresentar o LASEr em vários países e em indústrias tão diversas, fui aprendendo sobre estas 4 energias em termos psicológicos, sociais, culturais e terapêuticos. A vida vai-me constantemente mostrando mais e mais formas de entender e aplicar o LASEr. “

Sabe mais em http://metodolaser.com/

Coaching Desportivo ou Coaching no Desporto?

Parece uma mera questão semântica e… talvez contenha, em si, um detalhe fundamental na forma como acredito que o Coaching se possa tornar numa abordagem incrível a potenciar resultados no Desporto.

O Coaching é (na minha definição favorita e com que introduzo o tema tanto em cursos de iniciação como em formações avançadas) a arte de explorar caminhos do local onde estamos para o local onde queremos estar. Uma definição bem lata e a partir da qual conseguimos começar a entender o propósito e o alcance das técnicas e estratégias próprias desta atividade.

Quando aplicamos Coaching a uma área específica estamos a fazer o convite a uma pessoa ou a uma equipa de focar a sua atenção em três questões muito importantes (e todas contidas na definição inicial apresentada acima):

a) Onde estou?

b) Onde quero estar?

c) Como posso chegar lá?

Estas três questões configuram aquilo a que gosto de chamar de Modelo de Coaching 1.0, a base de todas as intervenções. Repara que este Modelo é perfeitamente independente do contexto: farei estas mesmas questões a um treinador de elite ou a um atleta de formação, tal como as farei a uma cirurgiã em início de carreira, a um pai a tempo inteiro, um grupo de investigadores académicos ou um experiente investidor em criptomoedas. É partir daqui que, usando os seus recursos, o Coach observa as respostas obtidas e vai desenhando processos para facilitar ao seu cliente a chegada aos objetivos desejados, descobrindo pelo caminho muitas coisas interessantes sobre si, sobre os outros e sobre a vida.

Quando aplicamos estas noções ao Desporto, estamos a usar Coaching no Desporto, tal como poderíamos falar de Coaching em Vendas, de Coaching em Relacionamentos ou de Coaching na Nutrição. No desenvolvimento destas aplicações, podemos acabar a identificar um conjunto de ferramentas que tendem a funcionar particularmente bem no Desporto, claro. Só que as ferramentas não serão nunca exclusivamente desportivas e sim aplicações no Desporto!

Um nutricionista pode especializar-se em Nutrição no Desporto, por exemplo. Utilizará as bases que conhece da Nutrição para, em função das necessidades específicas do desportista, o ajudar a alcançar os seus objetivos. O mesmo acontece com um Coach!

A ideia de que existem ferramentas exclusivas do Desporto ajuda a propagar mitos como “só quem está no Desporto sabe” e “no Desporto é diferente” que aparecem depois até de forma mais estrita como “no Futebol é diferente”, “nas modalidades individuais isso não funciona”, etc. Isto não será diferente, claro, daquilo que ouço em outras áreas de atividades: “na Banca não funciona assim”, “em pequenas empresas isso não é assim”, “em Portugal é diferente”, etc.

São todos exemplos da mesma estrutura mental: aquilo que faço é tão específico que tem ferramentas próprias. Isto pode ser válido para questões técnicas, obviamente, mas não faz sentido para as questões abordadas no Coaching: percepções, crenças, valores, mapas mentais, emoções, sentimentos, hábitos, processos de tomada de decisão, etc. Tudo facetas do comportamento humano (inconsciente e consciente, visível e invisível) e este, embora aconteça em adequação ao meio, está para além do meio em si.

Tudo isto para dizer que não existe um Coaching (exclusivamente) Desportivo, o que existe é um conjunto de aplicações do Coaching no Desporto. A sua aprendizagem é propiciada por histórias, exercícios e dinâmicas do Desporto, claro!

É precisamente por isso, aliás, que eu e o Pedro Seabra (talvez o coach português com mais experiência a trabalhar com futebolistas) ensinamos o Curso de Coaching no Desporto!

Pedro Vieira – Coach de treinadores e atletas de elite

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