Category: Liderança

Como se mede o Sucesso?

Há uma história muito interessante contada pelo atleta Kilian Jornet , um dos maiores ultramaratonistas de sempre, quando, no final de uma prova da Ultra Maratona do Monte Branco – das mais longas e duras – deu por si irritado , desiludido consigo próprio, triste, porque, embora, tivesse ficado entre os primeiros, não a ganhou como queria e não a fez no tempo a que se tinha proposto.

Foi-se deitar e no dia seguinte, depois de tomar o seu pequeno almoço, voltou ao lugar onde a prova terminava. Passadas quase 24 horas da sua chegada, ainda estavam atletas a chegar!

Precisamente nesse momento em que estava junto à meta, assiste à chegada de um dos (últimos) atletas – quase um dia depois do que ele! E repara que o senhor vem com um sorriso de orelha a orelha, muito feliz por ter chegado ao fim.

Guillian conta que, naquele momento, teve um pensamento que modificou para sempre a forma como encara o sucesso.

As palavras que lhe vieram à mente foram: “ Que cabrón!” porque ali entendeu que, na verdade, aquele homem tinha mais “sucesso” do que ele.

Embora tivesse tido um resultado muito “pior” , sentia-se muito melhor! Pelo foco excessivo que colocara num resultado, numa meta, no que seria o sucesso perdera a capacidade de desfrutar da prova e do que, na realidade conseguira alcançar, ficando mal em vez de bem.

Uma coisa – ter objetivos, alcançar metas, ir atrás do que queremos – não invalida a outra – sabermo-nos sentir bem connosco próprios independentemente de tudo isso. Ter a primeira sem conseguir a segunda, não faz, na verdade, sentido nenhum. E tu, medes o sucesso pelas tuas conquistas “internas” ou “externas”?

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3 Ideias para seres um grande Líder*

( ou um “Lider -Coach”, como gostamos de pensar por aqui)
por Equipa LIFE Training

▷Pergunta aos teus colaboradores como os podes ajudar a realizar o seu trabalho melhor  e depois ouve

Isto é simples: em vez de dizeres aos teus empregado como fazer os seus trabalhos melhor, começa por perguntar como os podes ajudar a fazer os seus trabalhos melhor. Embora simples, os efeitos desta abordagem são poderosos. Às vezes, pequenas mudanças, ligeiras alterações, tornam o desempenho das funções mais fácil, mais aprazível e cria-se um círculo virtuoso com enorme impacto na eficácia dos processos e na melhoria dos resultados. O que acontece aqui não é magia: é percebermos que o colaborador que realmente realiza o trabalho saberá melhor do que precisa e o que é necessário para que ele fique bem feito, ele é o “especialista” da sua função. Respeitando as suas ideias e encorajando – o a tentar novas abordagens para o melhor, encorajamos os empregados a trazer mais deles próprios e o melhor deles próprios para o trabalho.

▷Cria espaço seguro para que os colaboradores pensem e exponham novas ideias

Por vezes a melhor forma de os lideres servirem melhor os seus colaboradores e a sua organização é criando espaço aberto e seguro para que os colaboradores partilhem e experimentam as suas novas ideias. Ao fazê-lo os líderes encorajam os empregados a ir além da sua zona de conforto e a fazer diferente do que sempre fizeram, o que pode estar na origem da competitividade e sucesso da empresa.

▷Pratica a Humildade

Muitas vezes os líderes não reconhecem o verdadeiro valor das pessoas que têm à sua responsabilidade, especialmente dos trabalhadores de nível mais baixo. Mas quando os líderes mostram respeito e perguntam como podem ajudar os empregados e como podem melhorar a organização, os resultados podem tornar-se espetaculares! E talvez ainda mais importante do que melhores resultados para a empresa, estes líderes estão a atuar como melhores seres humanos – todos ganham, no final.

*baseadas no trabalho de Dan Cole da London Business School

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A Importância da Inteligência Emocional nas equipas de Trabalho

por Equipa Life Training

 

Deixar as emoções fora do trabalho, desenhar um limite firme entre a vida pessoal e profissional é tão impossível quanto indesejável. Somos criaturas emocionais e comunicamos as nossas emoções constantemente – queiramos ou não. As nossas emoções são parte de quem somos e se as deixarmos “à porta” não podemos estar inteiros no nosso trabalho. O caminho para as empresas de sucesso é entender as emoções dos seus colaboradores e o potencial que elas têm no aumento da produtividade.

Uma investigação recente ( publicada no blog Atlassian ) analisou as emoções, o tipo, a sua qualidade, intensidade e frequência durante o cumprimento de tarefas ou desenvolvimento de projetos e a sua relação com a produtividade, em várias equipas de trabalho e as conclusões são muito interessantes.Deixamos aqui algumas delas:

As emoções que as pessoas mais frequentemente expressavam nos seus projetos de equipa eram confiança e expectativa – sinais positivos da produtividade da equipa.
Quando os membros de uma equipa confiam uns nos outros e estão entusiasmados com os resultados que estão prestes a alcançar toda a gente está altamente motivada para fazer um bom trabalho. A surpresa e o medo eram outras emoçõespresentes no decorrer do trabalho, bem como a raiva / irritação. De acordo com esta investigação, as equipas que demostravam uma alta performance eram as que menos tempo experienciavam raiva no seu trabalho, enquanto as equipas de baixa produtividade experienciavam raiva e irritação no valor máximo detetado (30% do tempo).

Isto não quer dizer que as equipas mais produtivas não sintam emoções como raiva e irritação, apenas significa que o tempo e a forma como essas emoções são expressas e resolvidas torna uma equipa mais produtiva. A expressão das emoções “negativas” pode ser uma oportunidade para clarificar questões , criar conexão e confiança e crescimento de todos.Verificou-se também que as equipas de alta performance experienciavam duas vezes mais emoções positivas do que as equipas mais fracas. Equipas feliz fazem o trabalho – podia ser uma boa conclusão para este estudo!

Outras emoções importantes nas equipas eram o entusiasmo e a sensação de se sentirem no controlo, empoderadas em relação ao projeto a desenvolver ou tarefa que tinham para cumprir. Aqui ficam algumas sugestões para que este conhecimento se torne útil e o possas pôr em prática com a tua equipa, no teu local de trabalho (ou partilhares este post para com o teu chefe ou CEO da tua empresa!)

▸Reconhecer que as emoções são uma parte importante do trabalho e conseguir criar uma cultura de trabalho aberta onde as pessoas se possam expressar.

▸Nas tarefas / projetos em que as pessoas estejam a expressar emoções como raiva ou medo, clarifica as coisas, esclarece as questões “quentes” para que esses sentimentos se resolvam.

▸As emoções “positivas” são muito importantes para a produtividade das equipas – assegurar que as pessoas as estejam a sentir , por exemplo, celebrando as vitórias e promovendo o bem estar de cada colaborador.

▸Não permitir que as equipas se sintam sem certezas, sem controlo ou competências para uma tarefa – isto aumenta a ansiedade e baixa a produtividade.

▸Focar no sucesso de cada pessoa, na sua satisfação e realização pessoal e não só no cumprimento da tarefa.

Afinal o maior recurso da tua equipa são as pessoas.

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Liderança – Relações de chefia: uma questão de confiança

 

Um dos temas que mais interessa às organizações é o da liderança. Quer se tratem de empresas, instituições sem fins lucrativos, equipas desportivas, agrupamentos militares, etc, todas as organizações pressupõem a existência de liderança. Assumida por um ou partilhada por vários, a liderança é a arte de dirigir os recursos humanos para um fim comum, garantindo no processo que todas as pessoas se aproximam simultaneamente dos seus objectivos individuais.

É fácil fazê-lo? Pela minha experiência pessoal na gestão de equipas e no acompanhamento de muitas centenas de pessoas que o fazem diariamente, o segredo da liderança está na capacidade do líder criar e manter relações positivas e de confiança com os membros da equipa. E aqui começam os desafios!

Para que um líder possa obter a confiança dos outros poderá usar dois princípios poderosos e que não são regularmente muito desenvolvidos nas chefias, por falta de estímulo ou compreensão da sua importância. Em primeiro, aquele que quer obter confiança dos outros, tem de confiar em si próprio. A capacidade de confiar em si, vulgarmente designada de auto-confiança, é uma competência que pode ser aprendida, treinada e aprofundada.

Por razões várias, muitas pessoas aprendem a não confiar na sua própria capacidade e distanciam-se da utilização cabal dos seus recursos. Ora, o líder excelente gosta de viagens de auto-conhecimento para reforçar a confiança nas suas competências e adora expor-se a novos contextos e desafios para descobrir novas soluções e recursos. A descrição faz-lhe lembrar a sua chefia? E ressoa como verdadeira para si própri@?

Por outro lado, o líder também aprende a confiar nos outros como ponto de partida para as suas relações. Muitas vezes, há quem prefira começar no extremo oposto, começando por desconfiar primeiro para, se os comportamentos assim o justificarem, confiar depois. Como se sente quando alguém desconfia de si? E quando alguém mostra quase imediatamente que pensa em si como alguém em que se pode confiar? Como o líder excelente compreende este princípio, começa por confiar nas pessoas que o rodeiam!
Claro que o processo se complexifica quando estes dois princípios não estão presentes. Imagine o gestor de uma equipa empresarial que não confia em si e não confia nos outros. Como pode estabelecer-se uma verdadeira relação de liderança? Na realidade, acabamos frequentemente por observar o estabelecimento de relações de chefia, que são bem diferentes e menos eficientes. Numa relação de chefia usa-se autoridade validada pela posição em vez de autoridade conquistada pelas acções, usa-se imposição em vez de influência…

Esta é uma situação que cria enorme impacto na vida de milhões de pessoas, que diariamente são afectadas negativamente por relações laborais que não as satisfazem. Na minha opinião um dos caminhos mais eficientes é o de cultivar a liderança, ajudando chefes a aumentarem a confiança em si e nos outros e a assumirem a responsabilidade pela qualidade do seu trabalho e do das suas equipas! Uma pergunta que faço frequentemente a pessoas em posições de chefia é se gostariam de se tornar verdadeiros líderes. Para o fazerem, além de competências de gestão de recursos humanos e coaching, começar por aprender a confiar em si e nos outros é uma óptima aposta!

Pedro Vieira, Master trainer, coach, autor e CEO LIFE Training

Líder coach [Infográfico]

 

Hoje partilhamos um infográfico sobre os benefícios que o estudo do Coaching traz aos líderes! Qual a diferença que faz diferença? Veja aqui.

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