Category: Desenvolvimento Pessoal (Page 2 of 2)

S.P.I.D.E.R. – Como Definir Objetivos Irresistíveis

por Equipa Life Training

Numa passagem do clássico “Alice no País das Maravilhas”, Alice chega a uma bifurcação e pergunta ao Coelho qual o melhor caminho. Questionada sobre o destino a que se quer dirigir, Alice diz que não sabe. O Coelho, sabiamente lhe responde que, então, nesse caso, qualquer caminho serve.

Parece óbvio que o caminho para a felicidade e o bem -estar, na vida, seja saber,primeiro, por onde e para onde se quer ir, mas a verdade é que quando nos perguntam quais são os nossos principais objetivos, os sonhos que queremos tornar realidade, a meta que queremos alcançar, a resposta – à maioria de nós – não surge fluida, simples ou rápida.
A maioria de nós não tem um sentido de propósito definido, não tem objetivos claros e sente, no entanto, que lhe falta algo, que gostaria de estar noutro lugar, ir por outros caminhos, conseguir atingir determinadas metas.

O que nos falta então?
Talvez aprender a formular os nosos objetivos de forma , clara, especifica, realista e efica – o conhecido método SMART.

Por cá, acreditamos que os objetivos podem ter ainda outras características para se tornarem alcançáveis e relevantes para cada pessoa, ou seja alinharem-se com os nosso Valores e Contexto, com as nossas Emoções e o(s) nosso(s) Propósito(s) e integrarem o nosso Inconsciente é fundamental para que disfrutemos do caminho e do resultado.

Isto encontramos na metodologia SPIDER®, desenvolvida pelo Pedro Vieira e que utilizamos na Life Training* quando começamos a explorar caminhos por essa Vida das Maravilhas…

 

sabe mais sobre  o SPIDER e mais livros do Pedro 

Será que sabes mesmo Comunicar?

por Equipa Life Training

O poder do que dizemos, como dizemos, associado a um contexto, é estrutural a qualquer processo de desenvolvimento pessoal ou de grupo.

A Comunicação é essencial para atingirmos resultados, para transformarmos hábitos, derrotarmos crenças e alterarmos profundamente as relações com os outros – ou não fossem a socialização e a linguagem os traços mais marcantes da nossa espécie.

Deixamos aqui alguns dos caminhos que exploramos, desenvolvemos e praticamos nas as nossas Certificações e Formação e que fazem toda a diferença no dia a dia, nos grandes e pequenos momentos de intereação connosco próprios e com os outros.

➴Comunicar é antes de tudo OUVIR
ouvirmo-nos a nós próprios, os nossos anseios, vontades e crenças, ouvir as nossas paixões, o que não queremos mais e o que queremos muito. Ouvir “o Coração”, como se diz muitas vezes. Dizemos nós, aprender a estar em contacto com o nosso inconsciente, intuições e necessidades profundas. É também ouvir o outro, claro. Ouvir num exercício de empatia, respeitando e aceitando, estando presente sem julgamento, para que a outra pessoa possa falar é, muitas vezes, a ajuda mais valiosa que podemos dar a alguém.

➴Comunicamos com mais do que palavras!
Comunciamos com as palavras que dizemos, claro, e também com o tom, entoação, volume e ritmo com que falamos e com os gestos, a postura corporal, as expressões faciais que fazemos – por vezes a linguagem corporal pode ter mais impacto sobre a comunicação do que o que dizemos! Sabe-se hoje que a linguagem corporal”comunica” com os nossos pensamentos e estados emocionais!

➴O Que dizemos Conta (e muito!)
O nosso inconsciente – e o dos outros – reage aos comandos verbais que lhe oferecemos (ou deixamos por oferecer!) e os pensamentos e significado que atribuimos às situações , desafios e atitudes dos outros são altamente influenciados pela linguagem que utilizamos para falar deles. Por isso:

▸Pensa duas vezes antes de utilizar expressões como “vais cair!”, “eu já sei que vai correr mal!”, “sou mesmo totó!”, “és mesmo teimoso!”

▸Em vez de utilizar a expressão “mas” troca-a por “ e”, “ainda assim” e deixa viver em ti as duas opções que parecem contrárias ou aparentemente impossíveis de conciliar – talvez o “dilema” se resolva mais depressa do que imaginas.

▸Retira do teu vocabulário expressões como : “tens de”, ” é preciso”, “é altura de “, “tem de se”; ” porque tu” e subistui por verbos pessoais que exprimam a tua vontade, necessidade, limites ou opções, a cada momento.

▸Procura formular os teus pedidos, sugestões, necessidades pela positiva ( “para onde vai a nossa atenção flui a nossa energia”, por isso dizer o que queremos em vez do que não queremos pode só por si levar-nos a melhores resultados com a nossa comunicação!)

sabe mais sobre as nossas Certificações aqui

Hoje é dia de…

Hoje é dia de…

de Pedro Vieira

Hoje é dia de decidir sobre como vai ser o meu dia. Aliás, todos os dias podem ser dia disso!

Quando o dia começa, pergunto a mim mesmo: “hoje o dia vai ser sobre o quê”?

Talvez seja sobre aprendizagem e mudança, talvez seja sobre paz e tranquilidade, talvez seja sobre eficácia e novos resultados, talvez seja sobre relações e ligações.

Quando eu decido sobre o que vai ser o meu dia, instalo um poderoso filtro. O filtro da intenção é, aliás, o mais poderoso dos filtros. A partir do momento em que indico ao meu inconsciente que hoje o dia é sobre um determinado tema, faço com que a atenção se foque em aspetos da realidade que estão relacionados com o tema.

Se eu for ao cinema e me disserem que vou assistir a uma comédia, começo a olhar para os personagens e os seus diálogos de uma forma diferente da que utilizo se me disserem que o filme é um drama trágico. O mesmo acontece com a forma como começo a interagir com o meu dia em função da intenção que defino para o mesmo.

Muitas pessoas acordam e dizem…

“Bah, hoje é segunda-feira, vai ser uma semana loooonga e dura”

“Estou com a sensação que hoje vai ser um dia daqueles para esquecer”

“Nem sei para que é que me estou a levantar da cama”

“Ainda vamos a meio do mês e só me apetece é meter férias”

“O que é que o idiota do meu chefe vai aprontar hoje”

“Os miúdos nunca mais crescem, já não aguento mais isto”

“Isto assim não dá, vai de mal a pior”

Entendes as intenções que estão, inconscientemente, a ser formuladas? E como se traduzem num poderoso comando que condiciona a atenção?

É isso mesmo: a intenção comanda a atenção!

Se tivermos isso em consideração, começamos – por interesse próprio – a cuidar mais da intenção, a garantir que temos uns segundos ou minutos no início do dia para programarmos positivamente a nossa atenção. Talvez no duche, ou enquanto tomamos o pequeno almoço, ou no carro a caminho da escola ou do trabalho. O mais importante é que este momento exista ainda antes de começarmos a receber estímulos dos media, da nossa família, dos nossos colegas de trabalho, etc. Aliás, a forma como lidamos com esses estímulos já será bem mais interessante depois de termos definido intenções.

Então, afinal de contas, para ti, hoje é dia de…?

Que objetivos tens para 2018?

Como está a correr o ano de 2018?
Como estão os objectivos que formulaste a 31 Dez? 🤔🤔

Desenvolvimento Pessoal? Não gosto!

Desenvolvimento Pessoal? Não gosto!

de Pedro Vieira

Algumas pessoas reagem com suspeição à ideia de Desenvolvimento Pessoal. Da minha experiência como agente de mudança, trabalhando há dez anos como coach, esta relação desconfiada assenta em algumas ideias fundamentais:

  • O Desenvolvimento Pessoal não é científico
  • O Desenvolvimento Pessoal é para pessoas místicas ou intuitivas
  • O Desenvolvimento Pessoal é superficial, assente em clichés e ideias feitas
  • O Desenvolvimento Pessoal não tem aderência à vida real e não produz resultados
  • O Desenvolvimento Pessoal é demasiado focado no indivíduo

Talvez, de acordo com a tua experiência, conheças outras objeções.

Deixa-me falar-te um pouco sobre isto. Não propriamente com o objetivo de convencer alguém, mais com a intenção de esclarecer alguns importantes mal-entendidos.

O Desenvolvimento Pessoal é um conceito, que convida a observar a nossa experiência atual e a explorar formas de a enriquecer. Como o nome indica, é um convite ao nosso desenvolvimento enquanto pessoas. Nesse prisma, é inicialmente mais focado na experiência pessoal, exportando depois essas aprendizagens para o nível sistémico ou macro.

Embora contenha várias abordagens, aquelas de que mais gosto (o Coaching, a Programação Neuro Linguística, a Hipnose, o Mindfulness) são altamente científicas (no sentido em que convidam o aluno a observar sem julgamento, formular as suas próprias hipóteses e a testá-las para verificar a sua funcionalidade). Nenhuma das abordagens, porém, reclama para si a cientificidade – prefere ao invés colocar a sua cientificidade à prova.

O Desenvolvimento Pessoal pode ser apresentado em muitos formatos diferentes: uns são mais superficiais e desenhados para gerar atenção e ação rápida, outros mais profundos e desenhados para gerar auto-conhecimento e bem-estar mental e emocional consistente. Todas as abordagens têm o seu papel e apelam mais a esta ou aquela pessoa, neste ou naquele momento.

O mais importante, acredito, é qual a verdadeira intenção de quem ensina/promove uma determinada abordagem do Desenvolvimento Pessoal? Em função dessa intenção, que se transforma num poderoso filtro, assim será o impacto criado sobre as audiências. Se a intenção for ganhar reconhecimento e dinheiro, os meios e impactos serão certamente diferentes daqueles produzidos com a intenção de gerar expansão na consciência humana. Isto não é mais, no fundo, do que a aplicação de conceitos sobre Desenvolvimento Pessoal ao próprio movimento do Desenvolvimento Pessoal.

Um dos maiores desafios acontece, na minha opinião, pelo facto do Desenvolvimento Pessoal ser promovido por pessoas que estão também nos seus próprios processos de Desenvolvimento Pessoal. Isto cria situações de aparente conflito de interesses. Como profissional desta área, ganho dinheiro com a promoção de programas online e ao vivo de Desenvolvimento Pessoal. Terei então um importante enviesamento a favor de dizer que as técnicas e processos que ensino geram altos resultados para os meus alunos e clientes? Conseguirei manter sentido critico em relação ao meu próprio trabalho? Terei tendência a colocar foco exclusivamente nos casos de sucesso? Terei abertura para escutar outras ideias e abordagens e questionar os meus próprios conhecimentos e resultados?

Invariavelmente, durante esta discussão, acabaremos a falar de Congruência, ou a capacidade de praticar aquilo que ensino. Observo níveis elevados de incongruência em muitas pessoas que promovem (e vendem) Desenvolvimento Pessoal. O que é bem mais fácil para mim do que observar a minha própria incongruência, claro. Cá estou, novamente, a aplicar conceitos de Desenvolvimento Pessoal ao próprio Desenvolvimento Pessoal!

Em que ficamos então?

Proponho as seguintes crenças pessoais e reservas:

  • O Desenvolvimento Pessoal é subjetivamente científico, pois propõe que os alunos/seguidores utilizem o Método Científico nas suas próprias vidas; ao mesmo tempo, considerando o grande interesse pela experiência subjetiva, o Desenvolvimento Pessoal não é científico. Um paradoxo que é, de facto, bastante científico e aplicável, acredito, à maior parte das ditas Ciências.
  • O Desenvolvimento Pessoal é para pessoas místicas ou intuitivas, sabendo que todas as pessoas são místicas e intuitivas – mesmo aquelas que ainda não o descobriram ou aceitaram; ao mesmo tempo é também para as pessoas lógicas e racionais, sabendo que todas as pessoas são lógicas e racionais – mesmo aquelas que ainda não o descobriram ou aceitaram.
  • O Desenvolvimento Pessoal é superficial, assente em clichés e ideias feitas; ao mesmo tempo é profundo, dinâmico e flexível, adaptando-se a diferentes propósitos e motivações. Até porque alguns clichés são muito profundos e algumas ideias muito profundas são perfeitos clichés.
  • O Desenvolvimento Pessoal tem aderência à vida real e produz resultados, pois a Vida é sempre real (ainda que perfeitamente ilusória e imaginária) e os resultados acontecem aqui e agora; mudo os meus pensamentos, mudo os meus sentimentos, mudo os meus comportamentos: existem resultados mais importantes do que esses?
  • O Desenvolvimento Pessoal é focado no indivíduo enquanto membro de grupos sociais e culturais, pois a experiência do individuo é indissociável da interação com os outros.

Que é como quem diz… Desenvolvimento Pessoal? Gosto!

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