Month: May 2019

3 Estratégias para mais Momentos de Auto-Cuidado

Por favor escreva “EU”  nos comentários quem sente que precisava de mais tempo para si próprio (ok, todos ao mesmo tempo não!)

É generalizada a consciência de que ter tempo de prazer, lazer e recuperação , cada dia ou cada semana, é muito importante na nossa vida. Não se trata só de bem estar – em última análise sabe-se que sem este tempo de repouso, sem o desligar e o auto-cuidado todas as nossas relações, saúde e desempenho laboral não estarão no seu melhor.

No entanto, muitas vezes estes momentos não acontecem ou são muito raros, nos nossos dias. Para alguns de nós tem a ver com uma crença profunda, enraizada e muitas vezes inconsciente, de que não o merecemos. Para outros, simplesmente parece impossível, com o estilo e condições de vida que levamos, pressionar o botão “pausa”.

Assim, assegurares que tens os teus momentos de auto-cuidado exige uma mudança de perspectiva e, muitas vezes , criar ativamente esses momentos, ou eles não vão simplesmente aparecer, no meio da agenda hiper-ocupada que temos.

Aqui ficam três sugestões para que aconteçam mais vezes, durante este ano:

1. Não esperes até que pareça “certo”. Pode ser desagradável ter tarefas por terminar, assuntos por resolver, mas uma vez que quer a vida familiar quer o mundo laboral são um sem fim interminável de coisas para fazer, esperar ter tudo “terminado” ou “sob controlo” para teres tempo para ti é uma estratégia destinada a falhar 😉 Aprende a tolerar o desconforto “das- coisas- que- ainda- tenho- para- fazer” e escolhe desligar por um bocado.

2. Escolhe verdadeiro prazer. É fácil cairmos na “armadilha” de preencher o tempo pessoal, de lazer,  com atividades que achamos que devemos fazer, a começar pelo exercício fisico*. Nada contra inclui-lo na tua agenda (pelo contrário!) mas assegura-te que tens tempo, durante a semana, para momentos dedicados a algo que honestamente adores, te saiba mesmo bem – e não porque te sentes melhor pessoa por fazê-lo.

(*se este for o caso para ti , perfeito!)

3. Compromete-te. Na verdade somos muito melhores a cumprir a hora de saída ou a dizer não a algo que apareça em cima da hora, se tivermos um compromisso para ir a algum lado, com alguém, um bilhete comprado ou uma hora agendada. E na verdade, estas tendem a ser atividades que nos despertam e trazem mais prazer do que simplesmente ficar em frente à tv ou nas redes sociais.

nossa inspiração: Psychologies Magazine

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Uma Desilusão é o fim de uma Ilusão…

“Havia uma porta que eu queria abrir. Que eu assumi que abriria, sem resistência, sem reservas. Era assim que sempre acontecia. Era assim que deveria acontecer, que todos esperavam que acontecesse. Ela estava lá, no sítio certo, com puxador e tudo. Hoje percebo que tinha uma expectativa de que a porta abrisse – à primeira, sem resistências, sem reservas. Hoje sei que acreditar que as coisas vão correr de determinada maneira acaba sempre em desilusão.

Ela não abriu quando eu girei o puxador para a direita. E não abriu quando eu o girei para a esquerda. E eu fiquei zangado. Esta porta está mal, está errada. Forcei mais um pouco e depois mais um pouco. Ela tinha de abrir. Era suposto ser assim. Insisti, empurrei – da forma que se abrem portas, claro. Mas ela não abriu, quando deveria abrir: à primeira, do modo que sempre acontecia. Hoje percebo que, naquele momento, me fechei numa ilusão criada por mim próprio – pelo mapa com que na altura, entendia o mundo.

Se eu tivesse largado a expectativa de que a porta abriria, ao primeiro rodar do puxador, e tivesse ficado curioso – sem julgar ou esperar nada dela – teria tido mais poder, teria conseguido fazer diferente. Teria ficado focado no meu objetivo que era entrar. Teria colocado perguntas, teria ficado interessado em relação ao que se “estava a passar” e não preso ao que se “deveria estar a passar”. Será que esta porta abre para fora, hoje? Será que é preciso uma chave que eu não tenho? Será que a forma de entrar aqui, hoje, é por outra porta? Haverá uma janela aberta por onde eu possa saltar? Mas eu fiquei ali, a chocar de frente contra as minhas expetativas e contra a porta, claro.

Gritei com ela, fui-me queixar a quem me quis ouvir, rotulei a porta e até exerci alguma violência porque “se não abre a bem abre a mal”. Em momento nenhum disse apenas: eu gostaria de entrar. Em momento nenhum parei para pensar porque é que, na verdade, a porta não abrir me estava a afetar tanto? Para mim não era “possível” que a porta não abrisse – embora fosse óbvio que isso “era possível” – era o que estava a acontecer.

Com tantas portas, da nossa vida, só sabemos embater cada vez com mais força e repetidamente até que nos magoamos a nós ou as destruímos para sempre. Forçamos tanto a nossa expectativa que as nossas relações não resistem. E, na verdade, com menos expetativas e mais abertura talvez eu tivesse acabado por entrar.”

Talvez esta história tenha deixado algumas novas portas abertas para que as expetativas e as desilusões não assumam o poder que é teu, na tua vida. Para que o teu potencial de ação para criares impacto na realidade aumente e os queixumes e sofrimento diminuam.

Isto quer dizer que não vamos ter nunca expectativas? Claro que não! Mas quando te sentires desiludido com alguma coisa, pensa “Ótimo! Aqui está uma porta que me vai ensinar a conhecer-me melhor, a transformar as coisas de que não gosto e a desenvolver o meu poder pessoal.”

nossa fonte: Podcast IVM – já ouves o podcast mais inspirador de Portugal?

Como se mede o Sucesso?

Há uma história muito interessante contada pelo atleta Kilian Jornet , um dos maiores ultramaratonistas de sempre, quando, no final de uma prova da Ultra Maratona do Monte Branco – das mais longas e duras – deu por si irritado , desiludido consigo próprio, triste, porque, embora, tivesse ficado entre os primeiros, não a ganhou como queria e não a fez no tempo a que se tinha proposto.

Foi-se deitar e no dia seguinte, depois de tomar o seu pequeno almoço, voltou ao lugar onde a prova terminava. Passadas quase 24 horas da sua chegada, ainda estavam atletas a chegar!

Precisamente nesse momento em que estava junto à meta, assiste à chegada de um dos (últimos) atletas – quase um dia depois do que ele! E repara que o senhor vem com um sorriso de orelha a orelha, muito feliz por ter chegado ao fim.

Guillian conta que, naquele momento, teve um pensamento que modificou para sempre a forma como encara o sucesso.

As palavras que lhe vieram à mente foram: “ Que cabrón!” porque ali entendeu que, na verdade, aquele homem tinha mais “sucesso” do que ele.

Embora tivesse tido um resultado muito “pior” , sentia-se muito melhor! Pelo foco excessivo que colocara num resultado, numa meta, no que seria o sucesso perdera a capacidade de desfrutar da prova e do que, na realidade conseguira alcançar, ficando mal em vez de bem.

Uma coisa – ter objetivos, alcançar metas, ir atrás do que queremos – não invalida a outra – sabermo-nos sentir bem connosco próprios independentemente de tudo isso. Ter a primeira sem conseguir a segunda, não faz, na verdade, sentido nenhum. E tu, medes o sucesso pelas tuas conquistas “internas” ou “externas”?

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