Month: June 2016

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A emoção e a empresa

No contexto empresarial, as emoções são, muitas vezes, relegadas para segundo plano. Nalguns casos, chegam a ser combatidas e fortemente criticadas, como se existisse uma espécie de Inquisição dos tempos modernos (ou nem tanto)!
Considerar o desenvolvimento empresarial, de uma forma absolutamente lógica e determinada pode ser útil nalgumas situações, mas atente bem à origem de toda a decisão e ação, mesmo nessas situações.
Por mais que uma decisão e/ou ação aparente ser totalmente lógica, ela tem sempre por base uma emoção muito concreta. Mesmo quando o objectivo é, por exemplo, aumentar os lucros pelos lucros, existe uma emoção muito forte que, não só determina a definição desse objectivo, como também implica a existência de um conjunto de outras emoções para garantir o foco e a motivação para o atingir.
Na verdade, sem uma forte componente emocional, seria completamente impossível tomar qualquer decisão e avançar num qualquer sentido, dado que as variáveis são infinitas. E a definição de um objectivo tem sempre uma satisfação emocional por base, mesmo que esse objectivo seja: Lucro!
A emoção é a engrenagem que ajuda nas decisões mais críticas ou nas mais arrojadas.
É aquele sentido inexplicável que leva muitas vezes às decisões mais criativas e surpreendentes.
É a diferença entre a empresa que ninguém conhece e aquela que toda a gente segue.
É o lubrificante que garante a redução do atrito entre os diversos componentes da engrenagem e o incremento da vida útil dos mesmos. A lógica, ou a razão, define posteriormente o plano de ação e explica como tudo se deverá encaixar.
Sem emoção, a empresa perde o seu sentido. Sem a razão, a empresa não define o seu caminho, e perde-se.
As questões que deverá colocar são:
– Os objetivos estão a ser integrados pela minha equipa?
– Como posso desenvolver uma equipa sólida, criativa, focada e consistente?
– De que forma posso garantir que a minha equipa usa eficazmente as suas ferramentas a todo o momento, maximizando a sua performance e obtendo melhores resultados?
Numa entrevista em 2007 no D5, com Steve Jobs e Bill Gates, Jobs proferiu a seguinte mensagem final, totalmente alinhada com emoção:
“As pessoas dizem que tem de ser ter muita paixão pelo que se faz, e é totalmente verdade. E a razão para isto é porque é tão duro que, sem essa paixão, qualquer pessoa racional desiste. É mesmo muito duro, e é preciso persistir durante um determinado período de tempo. Portanto, sem paixão, sem diversão, desiste-se. E isso é o que acontece à maioria das pessoas. Se observar aqueles que são considerados bem sucedidos aos olhos da sociedade, são normalmente pessoas apaixonadas pelo que fazem, para que possam persistir quando as coisas se tornam muito duras. E aqueles que não têm paixão, desistem. Porque são pessoas sãs! Quem gosta de aguentar todo aquele sofrimento sem paixão?”
Na LIFE Training, debruçamo-nos precisamente sobre as questões comportamentais, das quais dependem as emoções. Colaboramos com centenas de empresas e ajudamos milhares de profissionais a consolidar a ideia de que a componente racional e analítica dos seres humanos está, no mínimo, em igual patamar à emocional. Ajudamos a moldar atitudes e a sedimentar hábitos que conduzem a uma maior satisfação na vida pessoal e profissional. É nesta base que desenvolvemos soluções à medida para organizações e particulares. Soluções para resultados.
Imagine agora a sua equipa ainda mais coesa, com uma elevada capacidade de adaptação e flexibilidade, extremamente determinada e consistente ao longo do tempo, cujos objetivos comuns são tão importantes como os objetivos individuais… Onde estaria neste momento?
Sérgio Rito, LIFE Training partner
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Ser Mindful

Mindfulness é muito mais do que um número de técnicas.
Ser Mindful é um modo de encarar a vida.

É uma forma de questionares a tua identidade e a forma como te relacionas contigo e o mundo à tua volta.
Ao entenderes quem realmente és, a um nível profundo embora básico, não te agarras a emoções negativas, pensamentos ou sensações físicas. Sabes que o que é… é!

E tu és sempre o mesmo. Se quiseres levar o Mindfulness até à verdadeira raiz, se quiseres explorar quem realmente és e viver uma vida em real liberdade e paz, então recomendo elevares a prática mais um nível, explorando o seguinte:

– Repara como os teus pensamentos vão e vêm. Estás a par dos teu pensamentos. Mas os teus pensamentos não são tu. Tu és o que tem consciência dos pensamentos, não os pensamentos em si.
– Repara como as tuas emoções vão e vêm. Estás a par das tuas emoções. Mas não és as tuas emoções, tens apenas consciência das emoções. És o observador de cada emoção.
– Observa que a tua atenção vai de uma coisa para a outra. Mas a sensação de estar atento é a mesma, a consciência está sempre lá. Essa consciência está sempre ligada, sem esforço. Tu és essa consciência.
– Pensa sobre a expressão “não posso ser aquilo que observo”. Tal como o teu ouvido não é a música, é o ouvido que está a ouvir/observar a música, tu não és os teus pensamentos, as tuas emoções e sensações, estás apenas a observar o que está a acontecer num corpo.
És a testemunha daquilo que acontece. E como testemunha nada te pertence, és completamente livre.
– Sê como és. Não te podes transformar naquilo que já és. Relaxa e descansa na consciência sem esforço.Consciência é o teu estado natural.

Nisargadatta Maharaj, um dos santos indianos mais conhecidos do século XX, costumava dizer:
“Descobre tudo que não és – corpo, emoções, pensamentos, tempo, espaço, isto ou aquilo – nada, concreto ou abstrato, que consegues observar podes ser tu. O puro ato de observação demonstra que não és o que observas.”
Mikaela Övén,  instrutora de Mindfulness e coach parental LIFE Training
Liderança Confianca ponte

Liderança – Relações de chefia: uma questão de confiança

 

Um dos temas que mais interessa às organizações é o da liderança. Quer se tratem de empresas, instituições sem fins lucrativos, equipas desportivas, agrupamentos militares, etc, todas as organizações pressupõem a existência de liderança. Assumida por um ou partilhada por vários, a liderança é a arte de dirigir os recursos humanos para um fim comum, garantindo no processo que todas as pessoas se aproximam simultaneamente dos seus objectivos individuais.

É fácil fazê-lo? Pela minha experiência pessoal na gestão de equipas e no acompanhamento de muitas centenas de pessoas que o fazem diariamente, o segredo da liderança está na capacidade do líder criar e manter relações positivas e de confiança com os membros da equipa. E aqui começam os desafios!

Para que um líder possa obter a confiança dos outros poderá usar dois princípios poderosos e que não são regularmente muito desenvolvidos nas chefias, por falta de estímulo ou compreensão da sua importância. Em primeiro, aquele que quer obter confiança dos outros, tem de confiar em si próprio. A capacidade de confiar em si, vulgarmente designada de auto-confiança, é uma competência que pode ser aprendida, treinada e aprofundada.

Por razões várias, muitas pessoas aprendem a não confiar na sua própria capacidade e distanciam-se da utilização cabal dos seus recursos. Ora, o líder excelente gosta de viagens de auto-conhecimento para reforçar a confiança nas suas competências e adora expor-se a novos contextos e desafios para descobrir novas soluções e recursos. A descrição faz-lhe lembrar a sua chefia? E ressoa como verdadeira para si própri@?

Por outro lado, o líder também aprende a confiar nos outros como ponto de partida para as suas relações. Muitas vezes, há quem prefira começar no extremo oposto, começando por desconfiar primeiro para, se os comportamentos assim o justificarem, confiar depois. Como se sente quando alguém desconfia de si? E quando alguém mostra quase imediatamente que pensa em si como alguém em que se pode confiar? Como o líder excelente compreende este princípio, começa por confiar nas pessoas que o rodeiam!
Claro que o processo se complexifica quando estes dois princípios não estão presentes. Imagine o gestor de uma equipa empresarial que não confia em si e não confia nos outros. Como pode estabelecer-se uma verdadeira relação de liderança? Na realidade, acabamos frequentemente por observar o estabelecimento de relações de chefia, que são bem diferentes e menos eficientes. Numa relação de chefia usa-se autoridade validada pela posição em vez de autoridade conquistada pelas acções, usa-se imposição em vez de influência…

Esta é uma situação que cria enorme impacto na vida de milhões de pessoas, que diariamente são afectadas negativamente por relações laborais que não as satisfazem. Na minha opinião um dos caminhos mais eficientes é o de cultivar a liderança, ajudando chefes a aumentarem a confiança em si e nos outros e a assumirem a responsabilidade pela qualidade do seu trabalho e do das suas equipas! Uma pergunta que faço frequentemente a pessoas em posições de chefia é se gostariam de se tornar verdadeiros líderes. Para o fazerem, além de competências de gestão de recursos humanos e coaching, começar por aprender a confiar em si e nos outros é uma óptima aposta!

Pedro Vieira, Master trainer, coach, autor e CEO LIFE Training

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