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Neuro Estratégia

Desde que comecei a interessar-me por Desenvolvimento Pessoal que me fui apercebendo que existia uma estrutura comum a todas as disciplinas que atraiam o meu interesse – uma espécie de um “chapéu” que, quanto mais estudava, mais me fazia achar que estavam, no fundo, a oferecer diferentes estratégias utilizando os mesmos recursos.

Tive oportunidade, ao longo dos anos, de viajar e estudar com uma série de especialistas (de Grinder a Emoto, de Gilligan a McKenna, entre muitos outros). Alguns são proponentes de abordagens muito físicas, outras bastante mentais, outras ainda explorando sobretudo as emoções ou até a espiritualidade. Fiz cursos em Inglaterra, Irlanda, Espanha, Itália, Holanda e Estados Unidos. E fiz inúmeras sessões com grupos e clientes individuais, testando e ensinando muitas das estratégias que aprendi.

O que tinham todas elas em comum? O que une a Programação Neuro Linguística, a Hipnose, o Coaching, o Mindfulness e tantas outras abordagens?

Todas usam de alguma forma o sistema nervoso de forma intencional por forma a gerarem certos resultados através de um conjunto de operações – ou estratégias.

O professor Richar P. Rummelt definiu em 2011 uma estratégia como tendo três componentes:

  1. Um diagnóstico que define ou explica a natureza do desafio
  2. Um quadro de referência sobre como lidar com o desafio
  3. Acções coerentes a serem executadas de acordo com o quadro de referência.

Quando pensamos nos desafios que enfrentamos no dia-a-dia (a falta de confiança para falar em público, o medo de certas coisas ou animais, a dificuldade em terminar tarefas, o receio de dizer não, a incapacidade de relaxar, a compulsão por compras ou outros hábitos nocivos, os distúrbios de ansiedade e tantos, tantos outros) podemos entender que aquilo que nos falta é, no fundo, um conjunto de estratégias que nos permitam utilizar os recursos internos que permitiriam ultrapassar os desafios.

É a isso que chamo de Neuro Estratégia, a tal estrutura presente na PNL, na Hipnose, no Coaching e em tantas outras abordagens. Uma noção de que posso organizar os meus recursos físicos, emocionais e mentais de uma determinada forma para ultrapassar um desafio.

Existem neuro estratégias para todos os desafios que possamos conceber na experiência humana. Muitas das estratégias já são nossas conhecidas, pois sabemos exatamente como organizar os nossos recursos para lidarmos com milhares de desafios diariamente! Só que há alguns desafios que parecem mais difíceis de ultrapassar, mais enigmáticos, mais persistentes. É aqui, precisamente, que entra o estudo e a prática da Neuro Estratégia! Juntando aquilo que a PNL, a Hipnose, o Coaching e o Mindfulness propõem para ultrapassar desafios, a Neuro Estratégia assenta naquilo que estas disciplinas têm em comum e utiliza as suas propostas únicas para gerar um paradigma completo e consistente para fazer face aos desafios da vida humana.

Nos próximos artigos, entrego-te aqui algumas neuro estratégias práticas para alguns dos desafios mais comuns!

by Pedro Vieira

Trainer Internacional em PNL; Master em Neuro Estratégia, Hipnose, Hipnose Conversacional, Time Line Therapy; Coach certificado

Projeto Profissionais de Saúde

Há mais de 10 anos que ensinamos Coaching, Programação Neuro Linguística e Hipnose. Formamos milhares de alunos e, entre eles, muitos profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, paramédicos e muitos outros.

Desde que a pandemia começou temos recebido muitos pedidos de ajuda por parte de quem sabe que criar espaço mental e emocional faz toda a diferença em momentos de crise e seres.

Entrevistamos dezenas de profissionais de saúde para entendermos as dificuldades específicas e recorremos às nossas ferramentas com a intenção de ajudar. Sabemos da diferença que este trabalho pode fazer e é com sentido de serviço que o disponibilizámos a todos os que achem que podem beneficiar de criar espaço mental e emocional para usarem os seus recursos internos da melhor forma: para poderem servir, ajudar, salvar e liderar.

Os áudios são sequenciais e podem ser usados isoladamente. Cada um produzirá um estado de relaxamento profundo e, conjuntamente, reforçarão defesas e mobilizarão recursos.

🎧 Clica no link para ouvir: https://pps.lifetv.pt/

Obrigado a todos pela diferença que fazem no mundo. E obrigado por nos ajudarem a ajudar!

“Estou furioso!” – 7 passos para lidares com as crises emocionais do teu filho

– Estás a gritar muito alto e estou a ver muitas e grande lágrimas. O que estás a sentir neste momento? – Estou FURIOSO! – Ufa, consigo mesmo perceber isso. O que preferes fazer com essa fúria toda agora? – Quero estar sozinho! – Está bem. Vou então continuar a fazer o jantar. Se quiseres podes vir ter comigo na cozinha quando te sentires preparado. Gostava muito de te ouvir, se quiseres contar.

Todos os pais uma vez ou outra encontram-se desafiados com agressividade dos filhos. Atrás da agressividade podemos encontrar muitos tipos de emoções; raiva, tristeza, frustração, indignidade, fúria etc. A agressividade e as suas vertentes são das emoções que quase todos os pais acham muito difícil lidar. São muitas as emoções que podem resultar em crises em emocionais.Para ajudares os teus filhos em situações de crise emocional podes experimentar a seguinte estrutura que procuro sempre seguir:

OBSERVA o que está a acontecer como se fosse a primeira vez. Olha para o teu filho como se nunca o tivesses visto antes, olha para as lágrimas… a quantidade, o tamanho. Ouve o tom de voz, as palavras que utiliza. Repara na sua energia e por aí fora.

DESCREVE de seguida o que estás a observar. É de extrema importância fazer essa descrição sem avaliar e sem julgar. A criança tem sempre todo o direito de se sentir como se está a sentir (nem sempre a expressão que ela utiliza é a melhor). Quando descreves o que estás a ver, estás a ajudar a criança a tomar consciência das suas emoções e estás a ajudar a desenvolver a capacidade de conseguir exprimir o que se está a sentir e as necessidades por trás da emoção.

PERGUNTA o que a criança está a sentir. Podes também adivinhar o que ela está a sentir, mas uma vez que não podes ter a certeza absoluta é importante incluir sempre uma pergunta. Se estou a ver lágrimas não posso partir do princípio que a criança está triste ou se ela se esconder que está com medo. No exemplo acima, uma alternativa poderia ser ”Parece-me que estás furioso, é isso?” Assim, a criança terá a oportunidade de afirmar ou não a sugestão.

RECONHECE a emoção da criança quando tens uma palavra. Utiliza sempre a mesma palavra que a criança utilizou! Outra palavra significa outra coisa e não é isso que a criança está a sentir.

PERGUNTA o que a criança prefere fazer em relação à emoção. Permite-a ser a dona do ”problema”, não precisas de a salvar do que ela está a sentir. Precisas de oferecer um espaço seguro, emocionalmente e fisicamente para ela sentir o que está a sentir. Assim ela aprenderá também a ser a dona das suas soluções, aumentando o seu auto-conhecimento.

RESPEITA a sugestão que a criança faz. Se ela não fizer nenhuma sugestão, podes sugerir. Mas mais uma vez, tem de haver sempre uma pergunta para que possa ser a criança a decidir e para ela se sentir alinhada consigo mesma.

CONVIDA sempre a criança a conexão. Mostrando que estás disponível para a ouvir e que tens mesmo interesse em ouvi-la e ficar a conhece-la melhor, deixando espaço para a criança decidir se quer o não partilhar os seus desafios. Pode ser difícil para nós pais quando a criança não quer falar connosco, mas a verdade é que quanto mais pressionarmos menos saberemos… e quanto mais convidarmos, mais saberemos.

Crianças que aprendem que têm o direito de sentir o que estão a sentir desenvolvem uma auto-estima saudável ao mesmo que desenvolvem uma linguagem para conseguirem exprimir a suas emoções. Têm a oportunidade de desenvolver a sua inteligência e competência emocional. Uma pessoa com boa inteligência e competência emocional tem um alto nível de auto-conhecimento, sabe demonstrar empatia, sabe assumir responsabilidade pelas suas necessidades e suas emoções e sabe comunica-las de uma forma respeitadora e responsável.  Além disso é apta para criar boas relações e consegue resolver problemas e conflitos de uma forma mais pacífica.

A principal forma que tens para ajudares o teu filho neste sentido é proporcionares bons exemplos, é de tu seres um bom exemplo. Ser um bom exemplo implica ouvir, reconhecer e respeitar as emoções dos outros, mas também significa ser autêntico, honesto e aberto em relação às tuas próprias emoções, assumindo responsabilidade pela forma que as exprimes e por cuidar delas. Já reflectiste sobre a forma que exprimes as emoções que te desafiam?

Como já referimos, todas as emoções são bem vindas, todas as emoções têm o seu lugar na nossa vida, a forma como as exprimimos é que nem sempre é muito saudável. Por exemplo, bater numa pessoa não é aceitável quando me sinto furiosa, mas posso talvez bater com os pés no chão e gritar.

Enquanto ajudas o teu filho a desenvolver a sua “literacia emocional” tens uma grande oportunidade de desenvolveres também a tua. Sabermos dar nome às nossas emoções e sabermos oferecer espaço ao que está em nós em cada momento é, sem dúvida, uma grande chave para a nossa felicidade.

Até breve!

Mikaela Övén, Facilitadora Family Lab, instrutora de Mindfulness e formadora LIFE Training

 Imagem: Dreamaker Photography

Benefícios de uma vida mindful

Na nossa sociedade valorizamos muito o “multi-tasking”, a capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo. Conseguimos fazer o jantar, ajudar os filhos com os trabalhos de casa e ainda ver um pouco de televisão enquanto verificamos os e-mails no smart phone… tudo ao mesmo tempo.

No carro aproveitamos para pensar no jantar, fazer alguns telefonemas e planear o fim-de semana. A verdade é que o multi-tasking é um grande inimigo da vida Mindful! No stress do dia-a-dia perdemos o contacto connosco, e perdemos o contacto com o momento presente.

Hoje de manhã parou uns segundos para apreciar a beleza dos seus filhos, do seu parceiro(a), do seu animal de estimação, ou olhou para si mesmo? A caminho do trabalho reparou na cor das árvores?

Já reparou quando as dores nas costas realmente começaram?

Mindfulness é a prática intencional de focagem da atenção no momento presente, aceitando-o sem julgamento. Hoje em dia existem inúmeros estudos científicos sobre os benefícios da prática de Mindfulness e acredita-se que as atitudes de Mindfulness contribuem para uma vida com mais paz e felicidade.

Um ponto chave é: A prática de Mindfulness requer prática! Se algumas coisas não funcionam para si, experimente outras!

Mindfulness melhora o bem-estar
Estudos científicos demonstram que:
• Praticar de Mindfulness e as suas atitudes contribui para uma vida mais satisfatória.
• Ser Mindful ajuda a lidar com todos os acontecimentos na vida de uma forma mais calma e pacífica.
• Muitas pessoas deixam de ter grandes preocupações sobre o futuro e remorsos sobre o passado. Diminui a preocupação e aumenta a auto-estima. Praticantes de Mindfulness também reportam conseguir criar conexões mais profundas com outras pessoas.

Mindfulness melhora a saúde física
Cientistas descobriram que Mindfulness melhora a saúde física de várias maneiras. Entre outras coisas ajuda a aliviar stress, baixa a tensão, diminui dor crónica e melhora qualidade de sono.

Mindfulness melhora a saúde mental

Nos últimos anos psicoterapeutas começaram a utilizar técnicas de Mindfulness para tratar problemas tais como depressão, toxicodependência, ansiedade, anorexia, comportamentos obsessivo-compulsivos etc.
Especialistas acreditam que Mindfulness funciona, entre outras coisas, porque ajuda as pessoas a aceitarem as suas experiências, incluindo emoções muito dolorosas.

Mikaela Övén, Facilitadora Family Lab, instrutora de Mindfulness e formadora LIFE Training

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Ser Mindful

Mindfulness é muito mais do que um número de técnicas.
Ser Mindful é um modo de encarar a vida.É uma forma de questionares a tua identidade e a forma como te relacionas contigo e o mundo à tua volta.
Ao entenderes quem realmente és, a um nível profundo embora básico, não te agarras a emoções negativas, pensamentos ou sensações físicas. Sabes que o que é… é!

E tu és sempre o mesmo. Se quiseres levar o Mindfulness até à verdadeira raiz, se quiseres explorar quem realmente és e viver uma vida em real liberdade e paz, então recomendo elevares a prática mais um nível, explorando o seguinte:

  • Repara como os teus pensamentos vão e vêm. Estás a par dos teu pensamentos. Mas os teus pensamentos não são tu. Tu és o que tem consciência dos pensamentos, não os pensamentos em si.
  • Repara como as tuas emoções vão e vêm. Estás a par das tuas emoções. Mas não és as tuas emoções, tens apenas consciência das emoções. És o observador de cada emoção.
  • Observa que a tua atenção vai de uma coisa para a outra. Mas a sensação de estar atento é a mesma, a consciência está sempre lá. Essa consciência está sempre ligada, sem esforço. Tu és essa consciência.
  • Pensa sobre a expressão “não posso ser aquilo que observo”. Tal como o teu ouvido não é a música, é o ouvido que está a ouvir/observar a música, tu não és os teus pensamentos, as tuas emoções e sensações, estás apenas a observar o que está a acontecer num corpo.
    És a testemunha daquilo que acontece. E como testemunha nada te pertence, és completamente livre.
  • Sê como és. Não te podes transformar naquilo que já és. Relaxa e descansa na consciência sem esforço.Consciência é o teu estado natural.
Nisargadatta Maharaj, um dos santos indianos mais conhecidos do século XX, costumava dizer:
“Descobre tudo que não és – corpo, emoções, pensamentos, tempo, espaço, isto ou aquilo – nada, concreto ou abstrato, que consegues observar podes ser tu. O puro ato de observação demonstra que não és o que observas.”
Mikaela Övén,  instrutora de Mindfulness e coach parental LIFE Training

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